quarta-feira, setembro 30, 2009
domingo, setembro 27, 2009
Lira Romantiquinha
Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas
do paraíso?
Por que não queres,
deixando o alarme
(ai, Deus: mulheres!),
acarinhar-me?
Por que cultivas
as sem perfume
e agressivas,
flores do ciúme?
Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?
Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma,
o peito meu?
Anjo sem fé
nas minhas juras,
porque é que é
que me angusturas?
Minh'alma chove
frio, tristinho.
Não te comove
este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas
do paraíso?
Por que não queres,
deixando o alarme
(ai, Deus: mulheres!),
acarinhar-me?
Por que cultivas
as sem perfume
e agressivas,
flores do ciúme?
Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?
Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma,
o peito meu?
Anjo sem fé
nas minhas juras,
porque é que é
que me angusturas?
Minh'alma chove
frio, tristinho.
Não te comove
este versinho?
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, setembro 16, 2009
meu computador teve um mal súbito.
tentei reanimar, apertei botão, puxei fio, ele não respondeu. foi como ver todas as minhas fotos passando diante dos meus olhos, daquele momento pra nunca mais. meus retratos dos últimos anos, perdidos sem volta. minha vida, digital e esquecida em um canto qualquer de HD.
vou comprar uma polaroid.
tentei reanimar, apertei botão, puxei fio, ele não respondeu. foi como ver todas as minhas fotos passando diante dos meus olhos, daquele momento pra nunca mais. meus retratos dos últimos anos, perdidos sem volta. minha vida, digital e esquecida em um canto qualquer de HD.
vou comprar uma polaroid.
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